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Gays e homens bi são maioria no crescimento de gonorreia e sífilis

69% dos casos de sífilis na Europa são entre homens que fazem sexo com homens

Publicado em 22/05/2026
Sífilis e gonorreia aumentam assustadoramente entre gays na Europa
Gays e bissexuais respondem por 69% dos novos casos de sífilis na Europa

Relatórios do Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC) mostram níveis recordes de casos de infecções sexualmente transmissíveis (IST) no continente e evidenciam que gays e bissexuais são os mais afetados proporcionalmente em várias delas.

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Dados referentes a 2024 revelam que houve 45.577 casos confirmados de sífilis dentre os 29 Estados-Membros da União Europeia, uma taxa de 10,8 casos a cada 100 mil habitantes.

Entre 2015 e 2024, as taxas mais que dobraram e a infecção aparece seis vezes mais entre homens do que em mulheres. A faixa etária masculina mais atingida é a de 25 a 34 anos com 46 casos a cada 100 mil habitantes.

Ao todo, 69% dos casos foram relatados entre homens que fazem sexo com homens.

Este mesmo grupo - de homens que fazem sexo com homens - responde por 62% de todos os casos de gonorreia.

Na população masculina, a infecção subiu 7,9% enquanto que na feminina caiu 8,6%.

De 2015 a 2024, a taxa de notificação aumentou 303%.

A faixa etária mais afetada de mulheres é a de 20 a 24 anos (60,3% casos por 100 mil habitantes) e a de homens, a mesma da sífilis, 25 a 34 anos (145,5 casos por 100 mil habitantes).

Mesmo a clamídia, que historicamente afeta mais mulheres do que homens, aparece com taxa significativa dentre gays e bissexuais: 22% de todos os casos estão concentrados nesse grupo.

O relatório também fala do linfogranuloma venéreo - uma IST causada por um tipo específico de clamídia. 

A transmissão se dá por sexo anal e possivelmente por práticas como fisting, uso de brinquedos sexuais ou administração de enema.

Quase todos os casos registrados em 2024 dessa IST foram em homens que fazem sexo com homens e 35% eram HIV positivos.

Mais de dois terços (73%) foram notificados em dois países: Espanha e Países Baixos.

O ECDC lembra que em janeiro forneceu orientações específicas sobre uso da Doxi-PEP, que é a estratégia de tomar o antibiótico doxiciclina após relação sexual desprotegida para evitar contágio de sífilis, gonorreia e clamídia.

O ECDC não recomenda uso generalizado da Doxi-PEP para gonorreia por causa dos altos níveis de resistência antimicrobiana e risco de acelerar o desenvolvimento de resistência, ou seja, quanto mais se usa o antibiótico, mais chances dele se tornar ineficaz futuramente.

O relatório do ECDC pode ser lido na íntegra aqui.


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