O Brasil está participando de estudo internacional que busca a primeira vacina contra sífilis.
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A Clínica do Homem do Recife, que a Aids Heathcare Foundation (AHF), é a única no País a integrar a pesquisa, que envolve ainda Peru, Índia, Libéria e República Dominicana.
A clínica tem parceria com o Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco.
Segundo a Agência Aids, a pesquisa em fase piloto é conduzida pela University of North Carolina (UNC), dos Estados Unidos.
O estudo busca aprofundar a compreensão da bactéria Treponema pallidum, causadora da sífilis, a partir da análise direta de lesões infecciosas — um caminho considerado estratégico para o desenvolvimento de futuras tecnologias de prevenção.
Podem participar homens e pessoas trans com mais de 18 anos que apresentem feridas nos genitais, ânus ou boca. A proposta é ampliar o conhecimento clínico e laboratorial da infecção em seus estágios iniciais, etapa considerada crucial para qualquer avanço vacinal.
Doença secular, a sífilis tem tratamento, mas jamais se chegou a uma vacina que a previna.
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que, em 2022, houve cerca de 8 milhões de novos casos da infecção no mundo entre pessoas de 15 a 49 anos.
No Brasil, o Ministério da Saúde registra média de 250 mil casos por ano, com maior incidência entre jovens com menos de 30 anos.
O avanço da doença está associado a fatores como a redução do uso de preservativos, lacunas na testagem e diagnóstico precoce, além de desigualdades no acesso aos serviços de saúde.