'Homem de calcinha': gaúcho faz do fetiche negócio. Tem até sutiã
Cassiano Correia já elaborou mais de 60 peças e aceita pedidos sob encomenda. Bem dotados podem ter criação específica
Homem de calcinha é o quê para você? Meme? Fetiche? Para o gaúcho Cassiano Correia, 29 anos, a mistura do feminino com o masculino é tudo isso e mais: negócio!
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O cabeleireiro, maquiador, produtor de conteúdo e modelo é a cabeça - e o corpo - que dão vida à marca Upper for Him.
É para homens e tem muita renda, cinta-linga, cores leves e até partes superiores que remetem a sutiãs.
A ideia não veio pronta, disse Cassiano ao Guia Gay.
"Em 2024, eu comecei a fabricar peças que já havia no mercado, tais como sungas e cuecas, e algumas peças mais ousadas: thongs, jockstrap, fio dental... e algo com cinta-linga. Depois de um ano, resolvi mudar tudo e focar nas lingeries. Nunca pensei que fosse dar tão certo!", comemora.
A base para a mudança veio de aposta do empreendedor.
"Sempre achei as lingeries femininas lindas e acredito que roupa não tem gênero, mas queria fazer lingeries que fossem para corpos masculinos. Também imaginei que isso afloraria o fetiche 'homem de calcinha' e foi isso que aconteceu. Queria provocar estranheza e curiosidade, mas que fosse algo bonito, sexy e atrativo."

A marca não cansa de oferecer diferenciais. Outro deles é o fato de o cliente poder fazer pedidos sob medida.
E aqui não estão apenas medidas de cintura, bumbum e coxa. Se o comprador, por exemplo, for bem dotado, pode-se pedir bojo maior nas calcinhas.
Além do fetiche, parece que outra coisa que não possui limite é a criatividade na hora de elaborar as peças.
"Temos cerca de 60 modelos! Sempre trocamos a modelagem, tecidos e cores para os clientes receberem algo único e com poucas peças iguais no mercado", detalha Cassiano.

Quanto a preços, há desde a cueca-fio, a R$ 55,90, até a jockstrap-saia com cinta-liga ajustável e removível, que sai por R$ 109,90.
Na conversa com os clientes, o estilista capta a base para a procura por suas criações.
"A motivação é mostrar submissão ao parceiro. Ser mais feminino que ele. Algo como 'sou o mais delicado na relação'."
Dono de corpo bem voluptuoso e com grande bigode, Cassiano, que é o modelo do que faz, vira ícone do que a marca propõe e do que ele percebe que é vivido pelos clientes.
"Nas fotos, sempre exponho meu lado masculino. É o corpo de um homem, um homem que usa lingerie e não quer parecer mulher."








