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Polícia investiga estupro coletivo de aluno em ônibus escolar

Dez estudantes chegaram a ser presos e seis deles seguem detidos

Publicado em 22/09/2026
Polícia investiga caso de aluno que foi abuso por estudantes dentro de ônibus
Abuso sexual ocorreu dentro de ônibus escolar

Um aluno de 16 anos foi abusado dentro de um ônibus escolar, no último dia 15, o que resultou na prisão de 10 adolescentes no Peru.

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Os jovens são alunos do Liceo Naval Almirante Guise, em Lima, e voltavam de uma competição esportiva sub-17.

Todos foram detidos, mas a investigação os dividiu em dois grupos. Quatro deles cumpriram 48 horas de prisão e responderão ao processo em liberdade.

Os outros seis passaram por audiência de custódia, que determinou quatro meses de encarceramento enquanto esperam o julgamento. Eles estão no Centro de Diagnóstico e Reabilitação Juvenil de Lima, conhecido como Maranguita. Essa é a pena máxima permitida pela lei peruana.

A família da vítima acusa o colégio militar de tentar encobrir o crime. A repercussão do caso fez com que o governo transferisse a administração da escola para a esfera federal.

A um programa do canal Willax TV, a tia do garoto contou que apesar da gravidade dos ferimentos, ele foi sozinho ao hospital e não teve apoio dos três adultos que estavam dentro do ônibus.

"Meu parente estava no ônibus com esses meninos do time sub-17 da escola. Isso aconteceu na volta da escola, e foi durante a ida que o abuso do meu parente ocorreu. Nem mesmo os adultos fizeram nada a respeito, porque meu sobrinho desceu do ônibus, os meninos foram para um lado e ele, completamente sozinho, foi para o outro", disse a mulher, que preferiu não ser identificada.

Ela também relatou que a primeira reação do menino foi ligar para os pais pedindo ajuda. “Ele ligou para os pais, dizendo que havia se machucado no ônibus e perguntando se eles poderiam buscá-lo. Minha irmã mandou um táxi para levá-lo direto à clínica e o encontrou lá."

Ao programa Cuarto Poder, o adolescente revelou alguns momentos do crime. “Eu ficava dizendo para eles pararem. Depois disso, a maioria deles ficou rindo o caminho todo”, afirmou.

Segundo seu relato, os estudantes o seguraram no fundo do ônibus e o impediram de se mover. “Eles me seguraram pelos braços e pernas, e eu me debatia e implorava para que parassem, mas eles me ignoravam."

O garoto explicou que o ataque começou quando um de seus colegas mencionou um incidente ocorrido dois anos antes.

“Eu estava assistindo a um vídeo no meu celular quando eles disseram: ‘Você se lembra (do incidente anterior)?’ E foi aí que tudo começou”, relatou.

Durante o ataque, o estudante gritou por socorro e tentou se soltar. “Parem, parem, parem!” e “Ei, me soltem”, ele se lembra de ter dito.

A vítima também relatou insultos racistas.

Segundo seu depoimento, alguns dos alunos envolvidos o insultavam há cerca de dois anos. “Seu negão estúpido”, ele se lembra de terem dito.

Em outra ocasião, de acordo com seu testemunho, o chamaram de “macaco”.

A família da vítima pontua que vários dos adolescentes já haviam sido denunciados antes por bullying e discriminação.

O ataque ocorreu após um jogo em que o time do Colégio Naval perdeu por 7 a 2. Antes de chegar à escola, um dos envolvidos teria pedido que ninguém contasse a ninguém o que havia acontecido. “Vamos manter isso em segredo" e “não sejam maldosos”, ele teria dito.


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