Morre, aos 60 anos, o cantor Netinho
Bissexual, baiano teve embates com artistas e comunidade LGBT por apoio a Bolsonaro
Morreu, nesta terça-feira 13, aos 60 anos, o cantor Netinho.
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O artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
No último dia 30, sua assessoria de imprensa comunicou que Netinho estava internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, para fazer tratamento após a recidiva do câncer.
No post em suas redes sociais, nesta terça, sua assessoria escreveu: "Netinho partiu tranquilo. Durante os últimos meses de tratamento, costumava dizer: 'Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte'."
Também foi informado que por desejo do artista o velório e a cremação serão realizados de forma reservada somente para familiares e amigos próximos.
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior em Santo Antônio de Jesus (BA), Netinho começou a carreira em 1988 como vocalista da Banda Beijo. Cinco anos depois lançou carreira solo com o álbum Um Beijo pra Você, que incluía sucessos como Menina.
O álbum Netinho ao Vivo, lançado em 1996, vendeu mais de 2 milhões de cópias e continha a canção que se tornou seu maior sucesso, Milla.
Netinho foi casado com a jornalista Mariana Trindade, entre 1997 e 2003, com quem teve uma filha, Bruna, nascida em 2000.
Em 2008, o cantor se assumiu bissexual.
Ele passou a ser bastante criticado nas redes sociais e por artistas a partir de 2018 quando declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, à época, ainda em campanha.
Autor de Milla, Manno Goés afirmou que não queria mais a sua amizade e chamou o cantor de "bicha burra".
Em 2020, o embate com a comunidade LGBT prosseguiu e Netinho afirmou que o segmento pensava com o "fiofó".








