10 coisas que você precisa saber sobre mpox
Ministério da Saúde anunciou compra de vacinas e explicou quais são os grupos que podem recebê-la
A mpox voltou a preocupar a comunidade gay brasileira e ainda há muitas dúvidas sobre a doença, desde como ocorre o contágio do vírus e até sobre como está a vacinação.
Entre no grupo de Whatsapp do Guia Gay e não perca nenhuma notícia
O ministro da Saúde Alexandre Padilha voltou a se pronunciar sobre o vírus em algumas mensagens divulgadas em sua conta no X, na quinta-feira 5.
O Guia Gay utilizou as informações do ministro e de órgãos de saúde e elenca algumas das principais dúvidas a respeito do assunto:
1. Mpox só se transmite pelo sexo?
Não. A mpox não é uma infecção sexualmente transmissível (IST). Apesar de poder ser transmitida durante a relação sexual, a doença também é contraída pelo contato na pele (mãos, rosto etc) e por objetos contaminados (roupas, lençóis etc).
2. Quais sintomas a infecção causa?
Erupções cutâneas e lesões em mucosas (que podem ser bem doloridas) acompanhadas por febre, dores musculares, dores de cabeça e nas costas, cansaço e inchaço dos gânglios linfáticos estão dentre os principais sintomas.
3. Como é o tratamento?
Não há medicamento que combata especificamente o vírus. O tratamento consiste em medicação contra febre e dores, cuidados com a pele, hidratação e prevenção a infecções secundárias. O sistema imunológico da própria pessoa elimina o vírus em torno de duas a quatro semanas.
4. Como se proteger?
Evitar o contato com quem tem suspeita da doença, não tocar em lesões nem em objetos tocados por quem está com o vírus, lavar as mãos com sabão ou higienizá-las com álcool em gel após suspeita de contato com pessoas ou objetos contaminados e se vacinar.
5. Quem pode se vacinar?
No Brasil, são três os grupos que podem receber a vacina e nesta ordem:
- Pessoas com HIV/aids com 18 anos ou mais com CD4 abaixo de 100.
- Pessoas com HIV e CD4 abaixo de 200, usuários de PrEP e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.
- Pessoas com HIV controlado.
Isso significa que quem faz uso da PrEP, isto é, não tem HIV, possui prioridade em receber a vacina sobre quem tem HIV controlado, ou seja, é indetectável e com CD4 dentro da normalidade.
Apesar dessa regra estar clara, o Ministério da Saúde não deu datas para a vacinação, o que significa - segundo denúncias de usuários - que alguns lugares guardam vacinas para o primeiro grupo e não estão vacinando os outros dois grupos.
6. Quem tem HIV sem controle é mais suscetível à doença?
Sim. Quem não trata o HIV pode desenvolver a forma grave do mpox que, em alguns casos, leva à morte.
7. Quem teve contato com alguém suspeito de estar com mpox pode tomar a vacina?
Sim. O ideal é que seja vacinado em até quatro dias após o contato com caso suspeito e no máximo em até 14 dias. Essas pessoas devem ser maiores de 18 anos e receber duas doses da vacina com intervalo de 28 dias.
8. O Brasil vai fabricar a vacina?
Não. Padilha informou que há apenas uma farmacêutica no mundo que produz essa vacina.
9. Postos de saúde realizam vacinação?
Não. Este imunizante é complexo e precisa ficar refrigerado a -20º C, o que dificulta o estoque nos municípios, de acordo com o Ministério da Saúde. Após descongeladas, as doses precisam ser aplicadas em até quatro semanas. A vacina é aplicada apenas em centros de referência de imunização.
10. Quantas vacinas foram compradas?
Padilha anunciou a compra de mais 20 mil doses junto à Organização Mundial de Saúde (OMS), que centraliza as negociações com o laboratório.
Em mensagem postada na semana passada, o ministro informou que seria dada atenção ao Rio de Janeiro que registrou 74 casos nos últimos dois meses, além de ser uma cidade que costuma receber muitos turistas no verão que se aproxima.
A quantidade, no entanto, é irrisória considerado o tamanho da população gay das capitais brasileiras.
Somente a Grande São Paulo tem uma população avaliada entre 294 mil e 441 mil homens gays e bissexuais em uma estimativa conservadora do IBGE (aqueles que se autodeclararam a um pesquisador do instituto).








