A percepção sobre homofobia no Brasil cresceu seis pontos percentuais nos últimos dois anos, mostrou levantamento recém-divulgado.
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Para a pergunta "Você acha que existe preconceito contra os homossexuais no Brasil?", 76% responderam "sim".
O levantamento tem sido feito desde 2021 quando o índice de resposta positiva para essa pergunta foi de 68%.
Em 2024, 70% acreditavam que existia preconceito e em 2025 seguiu aumentando e foi para 74%.
Já dentre os que acreditam que não há preconceito contra homossexuais no País, o índice começou em 21% em 2021, estava em 22% em 2024, caiu para 20% no passado e agora foi para 17%.
Dentre os que não souberam responder, nesses mesmos períodos a porcentagem passou de 11% para 8%, depois 6% e agora 7%.
O levantamento foi realizado pelo PoderData, do grupo Poder360 Jornalismo, e entrevistou 2.500 pessoas em 111 municípios de todas as 27 unidades da Federação entre 24 e 26 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.
Fazendo recortes na pesquisa, mulheres acreditam um pouco mais que existe homofobia (78%) do que os homens (75%).
Por faixa etária, esta visão é maior por quem tem de 16 a 24 anos (82%) e depois por quem já passou dos 60 anos (79%). As faixas intermediárias - 25 a 44 anos (76%) e 45 a 59 anos (72%) - são as que menos percebem preconceito contra gays.
Por região, no Sudeste é onde estão as pessoas que mais acreditam que existe preconceito contra homossexuais (80%). Ela é seguida por Sul (79%), Centro-Oeste (75%), Nordeste (72%) e Norte (69%).
No recorte por escolaridade, não há diferença significativa na percepção: 78% dos que têm ensino superior, 77% ensino fundamental e 75% ensino médio.
Por renda familiar, a percepção é maior dentre quem ganha mais de cinco salários mínimos (80%) e seguidos pela outra ponta, a de quem recebe até dois salários mínimos (77%). Os que estão no meio, de dois a cinco salários mínimos, são os que menos percebem homofobia (72%).
A percepção é maior de quem disse ter votado em Lula nas últimas eleições (80%) do que em quem votou em Jair Bolsonaro (72%).