Entidades LGBT da Venezuela se silenciam sobre queda de Maduro
País tem leis que impedem críticas públicas ao governo nacional. Presidente foi capturado pelos EUA
Entidades LGBT da Venezuela não se manifestaram sobre o fato de os EUA terem capturado o presidente do país, Nicolás Maduro, na madrugada do sábado 3.
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O Guia Gay analisou redes sociais de importantes coletivos arco-íris às 21h do Brasil desse dia e nada foi encontrado com menções sobre o ocorrido.
A entidade Unión Afirmativa, com 25 anos de atuação, repostou mensagem de autoajuda em 1º de janeiro no X. Desde então, nada foi divulgado. O silenciamento também ocorreu no Facebook.
Outra importante organização, o Movimento Somos, promotor de paradas do orgulho, tampouco se manifestou no Instagram.
A Tu País Plural, com 21,5 mil seguidores, fez a última postagem em 20 de outubro.
Por conta das situações políticas e econômicas do país, o coletivo Venezuela Igualitaria, de atuação nacional, deixou de existir em 2024, mas continua a postar informações no Instagram. Entretanto, nada foi dito sobre a queda de Maduro.
A população tem grande receio de se pronunciar sobre o governo porque o regime madurista incentiva a população a denunciar quem faz críticas ao poder central. Há inclusive um aplicativo para tal.
As penas para quem difundir informação avaliadas pelo governo como prejudicial à revolução bolivariana podem ser de até décadas de detenção.
Com a saída de Maduro, não está claro se tal norma continua em vigor.
O país não possui norma constitucional para vedar a discriminação contra LGBT, não concede o direito ao casamento para casais do mesmo sexo tampouco reconhece composições homoparentais como família.








