Em meio à guerra, presidente da Ucrânia quer mais direitos LGBT
Volodymyr Zelensky afirmou que país é de 'pessoas modernas'
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse estar aberto ao diálogo com a comunidade LGBT a despeito do preconceito de pessoas que parecem estar no "século XV".
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Na quinta-feira 11, na capital do país, Kyiv, o mandatário foi questionado sobre o tema por Oleksandr Demenko, que preside ONG voltada a LGBT militares e veteranos.
Durante evento cultural, o ativista perguntou a Zelensky sobre a necessidade do país "normalizar temas LGBT" e ajudar a aumentar a tolerância pública.
"Acredito que tudo deve ser discutido abertamente com a sociedade, e isso é completamente normal”, respondeu o presidente.
Ele também relacionou a igualdade à unidade da Ucrânia em tempos de guerra.
“Estamos todos juntos aqui, defendendo o Estado, somos iguais e temos absolutamente os mesmos direitos, independentemente de quaisquer preconceitos que pessoas do século XV possam ter. Somos pessoas modernas.”
Em 2024, Zelensky afirmou que assinaria lei de permissão à união civil homossexual caso fosse aprovada pelo Parlamento. Um projeto a respeito do assunto, no entanto, ficou paralisado no Legislativo.
Na última quinta, o presidente do Parlamento, Ruslan Stefanchuck, reuniu-se com representantes da comunidade LGBT para discutir mudanças no Código Civil do país.
Há uma grande discussão na sociedade e no Parlamento sobre atualização do Código Civil. Uma versão inicial foi bastante criticada por entidades por "contradizer padrões europeus" ao não reconhecer famílias homossexuais.








