Quem usa Prep: gays e homens bi cis são 80,3%; mulher trans, 3,05%

Dados do Ministério da Saúde dizem respeito a quem atualmente segue o tratamento, indicado para prevenir HIV

Publicado em 28/10/2020
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Perfil de quem toma PrEP é gay ou homem cis bissexual, branco e de alto nível de estudo

O Brasil é o único da país da América Latina que tem distribuição gratuita pelo governo da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), tida como forma mais moderna de evitar infecção pelo HIV. E quem são as pessoas que usufruem desse direito? 

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De acordo com o Ministério da Saúde, do total de quem atualmente é usuário da PrEP, 80,3% são gays ou homens bissexuais cisgêneros, 9,28% são mulheres cisgênero; 6,6% homens héteros cisgêneros; 3,05% mulheres trans; 0,44% travestis e 0,33% homens trans.. 

Os dados abarcam quem iniciou o tratamento em algum instante desde janeiro de 2018, por volta das primeiras semanas da oferta do tratamento no Sistema Único de Saúde, e o estava seguindo até fim de setembro de 2020, quando foi encerrado o levantamento: 14.252 pessoas. 

Outro recorte feito pelo órgão do governo federal é a etnia. Aí, 57,14% são pessoas brancas ou amarelas, 42,52% negras e 0,34% indígenas.

Quem mais usa o tratamento, que consiste em tomar um comprimido por dia de antirretroviral, são pessoas com alto nível de instrução: 70,84% possuem 12 anos ou mais de anos de estudo formal, 24,72% de 8 a 11 anos. 

No quesito etário, há novamente segmentos mais presentes que outros. Pessoas de 30 a 39 anos perfazem 40,84% do total; 24,08% são de 25 a 29 anos; 16,57%, de 40 a 49 anos; 12,28%, de 18 a 24 anos; e 6,23%, acima de 50 anos de idade. 

No total, 25.301 iniciaram a PrEP. A taxa de interrupção do tratamento chegou em setembro de 2020 a 44%.

Dentre todos os segmentos, os gays e bissexuais foram os que menos interromperam o uso, apenas 40%.

Do outro lado, mulheres cis (com 58%), homens héteros cis (com 53%) e travestis (com 52%) foram os que mais deixaram de seguir o tratamento.

No cômputo geral, 98% dos casos de descontinuidade são atribuídos ao fato de a pessoa não voltar para a consulta. 

Atualmente, o serviço não está disponível em todas as cidades do País. Uma saída é adquirir o medicamento em farmácias. A autorização de venda foi dada no Brasil em abril de 2018. 


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