Camisinha autolubrificante ajuda a prevenir doenças, diz estudo

Pesquisa ainda precisa ser ampliada para colocar produto à venda

Publicado em 21/10/2018
Camisinhas autolubrificantes diminuem doenças
Camisinhas ajudam a prevenir contágio por sífilis e HIV, por exemplo

Preservativos autolubrificantes podem fazer com que aumente o uso de camisinha no sexo e diminuir o risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis (IST).

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Cientistas da Universidade Boston, nos Estados Unidos, criaram uma camisinha que fica escorregadia assim que entra em contato com a umidade, por exemplo, de fluidos corporais.

A dor e a perda de sensibilidade são os principais motivos por pessoas não usarem camisinha durante relações sexuais. Mesmo dentre os fazem uso da proteção, a não lubrificação adequada no sexo pode fazer com que o preservativo se rompa.

O estudo entrevistou 33 pessoas; destas, 73% disseram não só que preferiram essa nova camisinha àquelas já existentes no mercado como aumentaria o uso de preservativos.

A pesquisa, publicada na quarta-feira 17, segundo a CNN, mostra que o revestimento mantém o preservativo escorregadio por mais tempo do que os lubrificantes comuns

"O revestimento não afeta a resistência do látex e fornece baixa fricção mesmo quando submetido a grandes volumes de água ou a 1000 ciclos de articulação (movimentos de empurrar)", explicam os pesquisadores.

O estudo, liderado por Mark Grinstaff, mostra que o novo látex retém sua lubrificação porque seu revestimento é feito de polímeros hidrofílicos - moléculas que atraem água.

A pesquisa teve apoio da Fundação Bill e Melinda Gates e ainda serão feitas novas baterias de testes até se iniciar a fabricação do produto para venda.


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