6 motivos para não perder 'Tinta Bruta', que chega aos cinemas

Filme fala de jovem gay que responde a processo criminal e ganha dinheiro tirando a roupa e se pintando na webcam

Publicado em 06/12/2018
Tinta Bruta: filme sobre gay que faz stripper na web cama com Shico Menegat e dirigido por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon
Shico Menegat interpreta um jovem tímido e antissocial que é acusado de um crime

Por Marcio Claesen

Um dos filmes de temática gay mais comentados do ano, Tinta Bruta estreia nos cinemas nesta quinta-feira 6.

Curta o Guia Gay Salvador no Facebook

No longa de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, um jovem tímido, Pedro (Shico Menegat) responde a um processo criminal. Enquanto espera o julgamento, ele tira seu sustento fazendo stripper pela webcam.

Na internet, ele é conhecido por GarotoNeon, por se pintar com tinta durante as performances. Mas ele descobre que outro jovem está fazendo a mesma coisa e o procura. Dali, nasce um romance. 

Instigante, o filme tem bons momenos e uma série de motivos para ser assistido. Selecionamos alguns deles:

1. Super sexy
Independente se o tipo dos atores é o que você gosta ou não, é inegável que suas performances na webcam são boas e seduzem. A química entre Pedro e Leo (Bruno Fernandes) funciona e a cena de sexo parece bem real.

Tinta Bruta: filme sobre gay que faz stripper na web cama com Shico Menegat e dirigido por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon

2. Fora do eixo Rio-São Paulo
As produções LGBT costumam ter os cenários carioca ou paulistano de fundo. Aqui, surge uma sufocante Porto Alegre. Ainda que parte dos personagens esteja doido para deixá-la, é bom ver a capital gaúcha nas telonas.

3. Os prêmios
A coleção de estatuetas do longa inclui o Teddy Award, prêmio de melhor filme de temática LGBT no Festival de Berlim, o grande prêmio do júri no Outfest, melhor filme, ator e ator coadjuvante no Festival do Rio e prêmio especial do júri aos longas LGBT, o Q-Hugo, do Festival de Chicago.

Tinta Bruta: filme sobre gay que faz stripper na web cama com Shico Menegat e dirigido por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon

4. As interpretações
Não é à toa que Menegat e Fernandes foram premiados no Festival do Rio. O primeiro, principalmente, tem um papel muito difícil nas mãos. Pedro é antissocial, o que faz com que haja poucas interações dele com outros personagens. O ator, no entanto, consegue transmitir esse desconforto que sente com o mundo à sua volta com o mínimo de falas.

5. O crescimento dos diretores
Matzembacher e Reolon já haviam chamado atenção com o filme de estreia, Beira-Mar (2015), também sobre um jovem gay introspectivo. Agora, têm uma câmera muito mais confiante nas mãos, um roteiro (também escrito por eles) mais profundo e criaram personagens com mais camadas. 

6. A discussão da homofobia
Ainda é difícil contar uma história centrada em personagens gays no Brasil em que não se precise abordar a homofobia. Entretanto, Tinta Bruta perpassa o tema sem parecer militante e levanta uma discussão importante sobre violência.

Para saber onde assistir ao filme, clique em nossa Agenda.


© Todos direitos reservados à Guiya Editora. Vedada a reprodução e/ou publicação parcial ou integral do conteúdo de qualquer área do site sem autorização.