A verdadeira felicidade está em ser 'normal' ou autêntico?

Padre Beto chama à reflexão sobre onde está verdadeiramente o nosso eu

Publicado em 17/07/2015
padre beto felicidade
Render-se à dita normalidade é o caminho mais fácil, porém seria o mais gratificante?

Todo ser humano é uma composição particular de elementos, soma de sua carga hereditária e das experiências vividas em um determinado cosmos social. Por ser formação alquímica única, cada um significa a esperança do surgimento de algo novo. Por meio de palavras e atos, nos inserimos no mundo e entramos em interação com ele.

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Na medida em que vivemos, somos modificados pelas relações humanas e acabamos, também, por modificá-las. Apesar de sermos todos seres humanos, ninguém é exatamente igual a qualquer outra pessoa que tenha existido, exista ou venha a existir.

Esta santa diferença é uma característica de nossa condição humana e faz com que o universo social seja marcado, necessariamente, pela pluralidade de raças, sexualidades, pensamentos e, principalmente, ações. Esta diversidade nos mostra a associação íntima entre ação e natalidade. O novo começo - inerente a cada nascimento - pode fazer-se sentir no mundo somente porque o recém-chegado possui a capacidade de iniciar algo novo, isto é, agir.

À coerência entre o "novo" de cada pessoa e seu comportamento nomeamos de autenticidade. Esta se torna visível à medida que tomamos consciência de que surgimos neste mundo para sermos felizes e que cada um possui o direito ao "lugar ao sol".

A autenticidade, porém, depende da necessidade que cada ser humano possui em adequar sua forma de ser, a originalidade de suas ações, com as condições criadas pelas relações humanas e pelo ambiente social.

O drama da condição humana se constitui justamente na dialética entre a individualidade e as influências do meio social. Em nossa sociedade essa influência constitui um peso extremo sobre o indivíduo. Como viver a nossa autenticidade e não frustrar as esperanças dos que amamos é a questão a ser solucionada por cada ser humano.

Nos sentimos bem quando vivemos em conformidade com o nosso grupo e, por mais fortes que sejamos, somos tomados por uma sensação de desconforto quando não estamos de acordo com a maioria, ou seja, com a chamada normalidade. Lembrando que normalidade é a ditadura da maioria.

A grande aventura de viver é não cair na uniformidade, mas ter a coragem de ser o diferente, pois na verdade, somos. Se nos deixarmos vencer, não haverá surpresas, nem alegrias. Afinal, somente buscando a autenticidade podemos realmente iluminar o nosso mundo. "Ótimo, que tua mão ajude o voo, mas que ela jamais se atreva a tomar o lugar das asas" (Helder Câmara).


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