Público de Dona Beja reclamou do final dado ao casal gay da trama, que teve os últimos capítulos divulgados nesta segunda-feira 23.
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Fortunato (João Villa) e o delegado Belgard (Eduardo Pelizzari) se atiraram juntos de cima de um penhasco após serem perserguidos por habitantes de Araxá.
O romance dos dois foi descoberto por Padre Otávio (Miguel Rômulo) que incitou os moradores em praça pública para pegá-los.
Os dois fogem pelo meio da mata e se veem sem saída ao encontrarem um penhasco. Num pacto de morte, eles concordam que é melhor morrerem por decisão própria do que pelas mãos da população homofóbica.
Durante a segunda metade do folhetim da HBO Max, gays aplaudiram o desenvolvimento da trama do belo casal, que incluiu corpos nus, sexo, juras de amor e conflito interno de Fortunato para se aceitar como gay.
Uma dúvida permeava a história dos dois, já que o delegado sempre suspeitou que o amado fosse o assassino das prostitutas, o que ele descobre que não era verdade.
O final dos gays de #DonaBeja ? pic.twitter.com/MsAYVqIBG0
— subjoão (@joaogibabraga) March 23, 2026
Para os outros personagens LGBT de Dona Beja, os autores reservaram finais felizes.
A transexual Severina (Pedro Fasanaro), que foi resgatada de ser queimada em uma fogueira em sua primeira cena por Dona Beja (Grazi Massafera), se reconciliou com Aranha (Arilson Lucas).
Já Maria (Indira Nascimento), que foi pérfida a novela inteira, ganhou redenção ao lado de Eulália (Bruna Spínola). A ideia foi de que assim que Maria conseguiu se aceitar como lésbica, ela passou a ter outro entendimento da vida.
Nas redes sociais, foram inúmeras as críticas. "Em pleno 2026 e fazem uma novela ontem matam os personagens gays", escreveu um usuário do X.
Outro foi bastante assertivo. "Fizeram revisitação história pra um monte de coisa, podiam ter feitos eles fugirem, mas não, mataram eles, não faz sentido."
De fato, vários segmentos tiveram sua história alterada na trama, sobretudo mulheres e negros. O revisionismo histórico, no entanto, não contemplou os gays.





