A proprietária de uma balada LGBT na Rússia foi condenada a passar quatro anos em uma colônia penal por “organizar as atividades de uma organização extremista”. .
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O veredito contra a empresária Tatiana Zorina, de 23 anos, foi dado na segunda-feira 23 pelo Tribunal Distrital de Ingodinsky, em Chita, Sibéria Oriental.
Além disso, o tribunal a proibiu de administrar fóruns on-line ou liderar associações públicas por quatro anos após sua libertação.
Segundo a Anistia Internacional, Tatiana foi detida em outubro de 2024 durante operação na boateTochka, antes conhecida como Jackson.
A investigação alegou que o local foi usado para “promover a ideologia” do chamado “movimento LGBT internacional".
Desde outubro de 2023 que o país cita esse movimento inexistente para atacar pessoas LGBT e quem se associa a elas.
Até o final de 2025, pelo menos 23 processos criminais haviam sido abertos por acusações de “extremismo” relacionadas a atividades LGBT.
"As autoridades russas devem anular imediatamente essa condenação e libertar Tatiana Zorina", clamou a diretora da Anistia Internacional para a Europa Oriental e Ásia Central, Marie Struthers.
"Devem também revogar as leis que rotulam arbitrariamente a expressão e a associação pacíficas como ‘extremismo’ simplesmente por se relacionarem com a orientação sexual ou identidade de gênero que não se alinham aos chamados ‘valores tradicionais’. Essa caça às bruxas homofóbica deve acabar agora.”